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 Governador recebe dossiê com denúncias sobre despejo do Acampamento Marcelino Chiarello
Publicado em 13 de Dezembro de 2017

Representantes das famílias do Acampamento Marcelino Chiarello, destruído no dia 29 de novembro, em Faxinal dos Guedes, entregaram nesta terça-feira (12) ao governador do Estado, Raimundo Colombo, um dossiê com informações sobre a produção das famílias no local e denúncias da truculência da PM no processo de desocupação.

A reunião teve o acompanhamento do deputado Padre Pedro Baldissera e do ex-deputado e coordenador estadual e nacional do MST, Vilson Santin, que fez a apresentação da pauta e o relato da situação de vulnerabilidade das mais de 200 famílias despejadas do acampamento, que agora estão alojadas provisoriamente e de forma precária em dois ginásios no município de Faxinal dos Guedes. “As crianças estavam estudando, as famílias produziam o próprio alimento e tinham uma expectativa de colher mais de 1 mil toneladas de alimentos. Destruíram tudo e deixaram as famílias sem nada. Foi uma agressão e uma irresponsabilidade”, afirmou Padre Pedro.

O governador se mostrou surpreso com o relato feito por Maria Ivete Peretto Pezenatto e Valderi Ribeiro, representantes das famílias. O documento entregue ao governador inclui relatos e imagens mostrando a terra antes da desocupação, com lavouras e hortas produzindo, as criações de animais e toda a organização das famílias que ocupavam a área, que pertence ao INCRA e que o próprio órgão cancelou o registro dos títulos da família Prezzotto em 17 de maio de 2016. É importante lembrar que as famílias ocupavam a área e produziam mais de 50 tipos de alimentos diferentes, desde 22 de agosto de 2016.

O dossiê também inclui imagens e gravações do que aconteceu durante e depois da desocupação, como objetos e plantas destruídos sendo enterrados, a lavoura cortada por máquinas e dessecada por agrotóxicos, além de animais mortos. Conforme o relato, além de matarem propositalmente animais que estavam na área, alguns teriam sido enterrados vivos. Apesar de não ser o proprietário da área, o latifundiário obteve na justiça a reintegração de posse.

As famílias também apresentaram a situação precária em que estão abrigadas, nos dois ginásios de Faxinal dos Guedes. O local não tem qualquer estrutura e já está sendo solicitado pela Prefeitura Municipal. Maria Ivette falou ao governador sobre o processo de desocupação. “Eles nos deram 15 minutos para começar a retirar as coisas, todos armados, as crianças chorando desesperadas sem entender o que estava acontecendo. As crianças pediam aos policiais pra não pisar no milho que plantaram e cuidar dos animais, enquanto eles marchavam em cima das hortas e das lonas. Consegui salvar um fogão e o botijão de gás”, conta ela, que junto do marido e do filho de 11 anos perdeu tudo na desocupação.

O Governo do Estado se comprometeu a averiguar as denúncias e acompanhar as famílias, já que elas sequer conseguiram salvar os alimentos que plantaram. O grupo ainda entregou a Colombo os documentos que comprovam que a área desocupada pertence ao INCRA, o que demonstra a contradição na reintegração de posse concedida pela juíza substituta da Justiça Federal em Chapecó, Heloisa Menegotto Prozenatto.

O coordenador do MST, Vilson Santin, considerou positiva a reunião. Segundo ele, o governador se demonstrou preocupado e sensibilizado com o que ouviu e viu, e se comprometeu em atender as reivindicações. Como desdobramento, aconteceu na manhã desta quarta-feira (13) uma reunião com o secretário adjunto de Agricultura, Airton Spies, para tratar dos encaminhamentos para atendimento da pauta.


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