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 Audiência pública debate fragilidades do bioma mata atlântica no estado
Publicado em 19 de Abril de 2017

A Comissão de Turismo e Meio Ambiente promoveu, na manhã desta quarta-feira (19), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, audiência pública com a temática “Bioma Mata Atlântica – Nossa Casa Comum”. A audiência foi proposta pelo deputado Padre Pedro Baldissera (PT), a pedido da Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o intuito de aprofundar a temática debatida na Campanha da Fraternidade 2017.

“A CNBB, dentro do trabalho encabeçado pela sua liderança maior, que é o papa Francisco, no momento que lançou a Encíclica Laudato Si, traz presente a reflexão e a necessidade de a nossa população debater as questões que envolvem a casa comum, que é o planeta que habitamos”, explicou Padre Pedro, enfatizando a necessidade de construir ações coerentes com uma vida mais sustentável.

O presidente da Regional Sul 4 da CNBB, Dom João Francisco Salm, destacou a importância de cuidar dos biomas como espaços de vida. “Não há como, sendo humanos, sendo cristãos e cidadãos, ficarmos indiferentes diante de uma destruição que ameaça a vida humana.” Na opinião dele, a destruição da natureza prejudica, de imediato, os mais fracos e os mais pobres, que são os que mais sofrem. “Depois atinge a todos. Mas nós temos que reagir diante disso porque a indiferença é que nos culpa demais.”

Os deputados Darci de Matos (PSD), Dóia Guglielmi (PSDB) e Cesar Valduga (PCdoB) prestigiaram a audiência.

Aula sobre mata atlântica

Para falar sobre a realidade da mata atlântica no estado e problematizar a questão foi convidado o biólogo Ademir Reis, professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diretor científico do Herbário Barbosa Rodrigues. Reis apontou problemas sérios como o fato de praticamente não existir mais mata atlântica conservada nas áreas com altitude inferior a 400 metros, justamente as áreas em que existia maior diversidade de plantas e animais. Os fragmentos restantes estão isolados nas áreas mais altas, menos suscetíveis à exploração econômica.

Quanto ao remanescente de mata atlântica no estado, Reis disse que há vários setores que falam em 5% ou 8% restantes. “Eu não estou preocupado com as percentagens, estou preocupado com a extrema fragmentação da mata atlântica. Há uma dificuldade de conservação da fauna e da flora, devido à fragmentação. E, com certeza, a principal ação tem que ser a formação de corredores ecológicos. É a única maneira para, de fato, quebrar essa situação.” Ele explicou que os fragmentos causam às espécies um efeito de gaiola, de isolamento. Com isso, ocorre perda da variabilidade genética.

Conforme o especialista, a área mais prioritária para conservação no estado são os campos de altitude do Planalto Sul porque essa tipologia foi desprezada no código ambiental catarinense, que considera como campos de altitude somente as áreas situadas acima de 1,5 mil metros, o que abrange apenas o chamado Campo dos Padres. Ele citou como medidas importantes fazer o plano de manejo das unidades de conservação existentes e obrigar os produtores de pínus a fazerem a limpeza das áreas de preservação contaminadas pela espécie porque as sementes são dispersadas pelo vento a distâncias de até 50 quilômetros.

Entre as opções para reduzir os impactos ambientais, Reis recomendou que o Estado incentive os sistemas agroflorestais nas pequenas propriedades. Para as áreas urbanas, acredita que haveria um impacto muito positivo se fosse incentivado o consumo de alimentos orgânicos e a criação de parques.

Encaminhamentos

Ao final da audiência foram tirados como encaminhamentos a rearticulação do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, a publicação de uma carta compromisso; a aprovação de uma moção de repúdio à Medida Provisória 756/2017, que reduz 20% da área do Parque São Joaquim; e a publicação de uma cartilha que exponha a preservação do bioma mata atlântica.

Texto Lisandrea Costa / Fotos Cássio Turra


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