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 Mesmo com veto, projeto de apoio para bacia leiteira do Oeste segue na pauta
Publicado em 29 de Março de 2017

O plenário da Assembleia Legislativa manteve, na tarde de terça-feira (28), o veto do governador Raimundo Colombo ao projeto de lei 561/2013, que prevê a criação de uma política específica de desenvolvimento para a bacia leiteira da Mesorregião do Oeste Catarinense. A matéria, proposta pelo deputado Padre Pedro Baldissera em 2015, foi aprovada pela Assembleia em 2016 e, apesar do veto de hoje, segue na pauta de debates de um grupo de trabalho, com participação da Secretaria Estadual de Agricultura.

O objetivo é construir uma proposta chancelada pela Secretaria, e que concentraria esforços sobre os problemas que impedem o crescimento e prejudicam a renda – e a qualidade de vida – das famílias que trabalham no setor. A região Oeste abriga mais de 70% da produção leiteira catarinense. “O primeiro passo é uma avaliação do setor a partir de dados técnicos e científicos, e de estudos que já apontaram problemas como a necessidade de introdução de pastagens perenes e melhoramento das pastagens naturais, correção do solo, controle diferenciado da sanidade animal, organização da escala de produção, programa de assistência técnica, entre outros”, explica Padre Pedro.

Conforme o parlamentar, a partir do diagnóstico será possível ordenar os investimentos envolvendo prefeituras, Governo do Estado, instituições de pesquisa e extensão, sindicatos e cooperativas. O prazo total é de dez anos, com duas revisões por ano, para avaliar a execução prática das atividades.

Alcance social

Santa Catarina responde por cerca de 7% da produção brasileira de leite. Em número de famílias, a atividade disputa a primeira colocação com a fumicultura; são mais de 50 mil famílias comercializando somente para as indústrias. O alcance social da atividade é outra questão fundamental: mais de 85% das 30 mil famílias da agricultura, na região Extremo Oeste, se dedicam à atividade.

O texto do projeto teve como base uma carta do setor leiteiro, de 2005, que lista as principais demandas da área. “Os gargalos seguem os mesmos, causando prejuízos até hoje. É o acesso desigual ao crédito rural, a adoção de medidas privilegiando somente produções maiores e capitalizadas, uma política que contribui para a concentração da atividade e a exclusão de muitas famílias, como ocorreu na suinocultura”, observa Padre Pedro.

Outras questões são o endividamento das famílias com investimentos que não representaram, efetivamente, ganhos na produção, a concorrência com importados cuja taxação e fiscalização são deficitárias, a burocracia na implantação e no fortalecimento de agroindústrias familiares e a ausência de garantia aos produtores, por parte das indústrias. “São exemplos claros de que falta, aqui, uma política de apoio e fomento organizada. Vamos melhorar a renda e, a longo prazo, criar uma realidade social diferente no setor”, complementa Padre Pedro.



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